“Bullying não é brincadeira”: projeto leva conscientização e orientação a estudantes Secretarias: Saúde, Educação, Cultura, Desporto e Turismo Data de Publicação: 22 de abril de 2026 Respeito, limites e responsabilidade foram os temas centrais da palestra “Bullying não é brincadeira: as regras do jogo da vida real”, voltada aos estudantes do Ensino Fundamental de Bom Princípio. Realizada nesta quarta-feira, a atividade promoveu um momento de diálogo e conscientização sobre convivência, empatia e as consequências das atitudes no ambiente escolar. As palestras estão sendo realizadas no Centro de Cultura e Eventos Lorenzo e Pietro Dessotti, contemplando três turnos — manhã, tarde e noite — a fim de alcançar o maior número possível de estudantes. O encontro integra o cronograma de ações do Programa Saúde na Escola (PSE) no município, que desenvolve iniciativas de prevenção, orientação e conscientização junto à comunidade escolar. A iniciativa foi conduzida pela advogada e palestrante Françoise Costa Lopes. O momento trouxe uma abordagem clara e fundamentada na legislação, tratando o bullying e o cyberbullying como práticas que têm consequências reais.   Reflexão e consequências na vida real Logo no início, uma dinâmica com frases positivas e negativas provocou reflexão entre os estudantes. A atividade evidenciou como palavras podem marcar — e não apenas no momento em que são ditas. Durante a palestra, foram esclarecidos os conceitos de bullying e cyberbullying, destacando que se tratam de atitudes intencionais e repetidas, capazes de causar danos físicos, emocionais e sociais. Também foram apresentadas as mudanças na legislação, como a Lei 14.811/2024, que incluiu estas condutas no Código Penal. A responsabilidade de menores foi abordada com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), além da possibilidade de responsabilização civil dos pais. Da mesma forma, o papel das plataformas digitais e a retirada de conteúdos ofensivos fizeram parte da conversa, reforçando que o ambiente virtual está sujeito às leis. Além das implicações jurídicas, a palestra destacou os “danos invisíveis” do bullying — como ansiedade, depressão, isolamento e prejuízos no aprendizado. A secretária de Saúde e Assistência Social, Rejane Schlindwein Eglior, destaca que o enfrentamento ao bullying exige compromisso conjunto entre diferentes setores. “Combater o bullying é uma responsabilidade coletiva, não individual. Com o PSE, estamos atuando em parceria com a Educação, fortalecendo vínculos e assumindo nosso papel dentro do território. É preciso desmistificar conceitos, enfrentar preconceitos e levar informação clara aos jovens”, afirma. O coordenador Angelo de Freitas destacou que a principal mensagem do encontro vai além de normas e orientações formais. “O mais importante que queremos transmitir não é um conjunto de regras, mas a consciência de que o jovem tem poder nas mãos. Entender que o bullying não tem graça é, acima de tudo, um sinal de maturidade. A transformação da escola em um espaço seguro depende da atitude de cada estudante”, afirmou. Anexos