Você sabia que a história de Bom Princípio começou bem antes dos imigrantes alemães?
Secretarias: Educação, Cultura e Desporto
Data de Publicação: 19 de agosto de 2025
Antes das colônias, das casas de enxaimel e das lavouras, este território já era ocupado por grupos indígenas, há mais de 9 mil anos.
Vamos começar uma série nas redes sociais para contar um pouco mais sobre a história de Bom Princípio, desde os tempos mais antigos até os dias atuais. A cada postagem, vamos trazer curiosidades, personagens e momentos que ajudaram a construir o município que conhecemos hoje.
👉 E a nossa primeira parada é lá no passado distante: na arqueologia e nas marcas deixadas pelos primeiros habitantes da região.
Fica com a gente nesta viagem pelo tempo? ⏳✨
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ARQUEOLOGIA E PRESENÇA INDÍGENA
A história de Bom Princípio começou bem antes dos imigrantes
Você sabia que a presença humana no território de Bom Princípio remonta a mais de 9 mil anos?
É comum aprendermos que a história do município teve início com a chegada dos imigrantes alemães, por volta de 1850. No entanto, muito antes disso, grupos indígenas já habitavam e circulavam pela região, deixando vestígios de suas práticas, ferramentas e modos de vida.
Inclusive, moradores mais antigos ainda contam histórias sobre locais marcados por essa presença. Um exemplo é a chamada “caverna dos índios”, uma gruta localizada no Bom Fim Baixo, conhecida popularmente por abrigar sinais da ocupação indígena.
Mas o que dizem os estudos?
As primeiras escavações arqueológicas no Vale do Rio Caí ocorreram entre 1967 e 1970, lideradas por uma equipe de especialistas. Entre eles estava o jesuíta e arqueólogo Pedro Ignácio Schmitz, natural de Bom Princípio, hoje reconhecido como um dos maiores nomes da arqueologia no Brasil.
Pedro Schmitz ajudou a escavar diversos sítios nas proximidades do Rio Caí e do Arroio Forromeco. Um dos principais locais é o sítio Pedro Fridolino Schmitz, uma formação rochosa ao lado do atual campo do Racing, na Vila Schmitz. Ali foram encontrados artefatos de pedra com cerca de 8 mil anos, entre os mais antigos da região.
As peças, como raspadores, percutores e talhadores, serviam para caçar, cortar, raspar e preparar alimentos — ferramentas típicas de sociedades caçadoras e coletoras, que se deslocavam conforme as necessidades de sobrevivência. Os registros mais recentes encontrados neste abrigo foram datados de aproximadamente 745 anos atrás.
Todo o material escavado está sob a guarda do Instituto Anchietano de Pesquisas, ligado à Unisinos.
A história do padre Pedro Ignácio Schmitz, hoje com 96 anos, é também parte do legado arqueológico do município. Seu trabalho revelou uma face pouco conhecida de Bom Princípio — um passado ancestral que antecede em milênios a colonização europeia.
A história está viva, mesmo quando vem de um tempo tão distante.
Colaboração: Carlos Eduardo Ströher, professor de História da rede municipal de Bom Princípio.
Fonte:
SCHMITZ, Pedro Ignácio. Caçadores antigos no Vale do Rio Caí, RS. Pesquisas, Antropologia. Nº 68:79-108. São Leopoldo: Instituto Anchietano de Pesquisas, 2010. Disponível em:
https://www.anchietano.unisinos.br/publicacoes/antropologia/volumes/068/cai.pdf. Acesso em 04 jul. 2025.
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