Uma ponte que resistiu ao tempo e preserva histórias
Secretarias: Educação, Cultura, Desporto e Turismo
Data de Publicação: 8 de julho de 2026
Conhecer o passado é uma forma de valorizar a identidade e preservar a memória de uma comunidade. Com este propósito, a Administração Municipal dá continuidade à série "Pílulas da História de Bom Princípio", que resgata fatos, personagens e locais que marcaram a trajetória do município. Nesta edição, o destaque é a ponte do Bom Fim Baixo, uma estrutura que, há mais de 70 anos, conecta não apenas duas margens, mas também gerações e histórias.
Localizado próximo ao centro da cidade, o Bom Fim Baixo começou a ser ocupado por imigrantes alemães ainda no século XIX. Entre as famílias pioneiras estavam sobrenomes como Steffen, Flach, Griebler, Schmitz e Bartzen, que ajudaram a construir a história da comunidade.
A localidade é delimitada pelo Rio Caí e pelo Arroio Forromeco. Até a década de 1950, a travessia sobre o arroio era realizada por uma simples ponte de madeira e cordas. Com a anexação da então vila de Bom Princípio ao município de São Sebastião do Caí, em 1953, o aumento da circulação tornou necessária a construção de uma estrutura mais segura e resistente.
No ano seguinte, em 1954, foi inaugurada a ponte de concreto do Bom Fim Baixo. A cerimônia reuniu autoridades políticas, lideranças religiosas e moradores, marcando um importante momento para a comunidade. Projetada para suportar o aumento do tráfego e as cheias do Arroio Forromeco, a ponte tornou-se um símbolo do desenvolvimento local.
Ao longo de mais de sete décadas, a estrutura enfrentou grandes enchentes, como as registradas em 1982, 2000, 2023 e 2024. Apesar dos danos provocados pelas fortes cheias, especialmente na base da ponte durante os eventos mais recentes, ela permanece como um marco da resistência e da história de Bom Princípio.
A série "Pílulas da História de Bom Princípio" segue com publicações nas redes sociais e nos canais oficiais da Prefeitura, aproximando a comunidade de sua própria história e valorizando o patrimônio histórico e cultural do município.
Fontes das fotografias: Joana Dresch Steffen e professor Carlos Eduardo Ströher.
